quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Soul


Soul (em inglês: alma) é um gênero musical dos Estados Unidos da América que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final da década de 1950 e início da década de 1960 entre os negros. Durante a mesma época, o termo soul já era usado nos EUA como um adjetivo usado em referência ao afro-americano, como em "soul food" ("comida de negro"). Esse uso apareceu justamente numa época de vários movimentos de liberalismo social, tanto com a revolução dos jovens com o uso das drogas, como os movimentos anti-guerra e anti-racial. Por consequência, a "música soul" nada mais era que uma referência a música dos negros, independente de gênero.
Durante a década de 1960, surgiu até o programa de televisão estadunidense Soul Train, que apresentava os sucessos das canções dos negros daquele país, independente do gênero do sucesso musical. Ainda no rhythm and blues, a popular dupla Sam & Dave escreveram um sucesso que ressurgiu mais tarde no filme Blues Brothers, no qual interpretam a canção "Soul Man". Sua letra cita "(...) eu sou um homem negro (...)".

Rhythm and Blues


Rhythm and Blues ou R&B foi um termo comercial introduzido no Estados Unidos no final de 1940 pela Revista Billboard. O termo teve uma série de mudanças no seu significado. Começando na década de 1960, após este estilo de música contribuiu para o desenvolvimento do rock and roll ", o termo R&B passou a ser utilizado - especialmente por grupos branco - para se referir a estilos musicais que se desenvolveu a partir do blues e associado eletric blues, bem como gospel e soul music. Até a década de 1970, o conceito de rhythm and blues estava sendo usado como um termo para descrever a soul e funk. Desde a década de 1990, o termo R&B Contemporâneo é utilizado principalmente para se referir a uma versão moderna de influencias de soul e funk na música pop. Em suas primeiras manifestações, o chamado rhythm and blues era uma versão negra de um predecessor do rock. Foi fortemente influenciado pelo jazz, particularmente pelo chamado jump blues (Blues em andamento acima, mais precisamente o boogie woogie, influenciado por big bands, especificamente o swing)[1] assim como pelo gospel. Por sua vez, também influenciou o jazz, dando origem ao chamado hard bop (produto da influência do rhythm and blues, do blues e do gospel sobre o bebop) e posteriormente ao Jazz Fusion e Smooth Jazz. Os músicos davam pouca atenção às distinções feitas entre o jazz e o rhythm and blues, e geralmente gravavam nos dois gêneros. Várias bandas (como as que acompanhavam os músicos Jay McShann, Tiny Bradshaw, e Johnny Otis) também gravavam rhythm and blues. Mesmo um ícone de arranjos bebop como Tadd Dameron também produziu arranjos R&B para Bull Moose Jackson, e trabalhou dois anos como pianista de Bull Moose após se estabelecer como músico de bebop. Um dos nomes que se destacou neste gênero foi Muddy Waters.
Não foi só no cenário pop dos EUA, mas também no do Reino Unido durante os anos 60, que o R&B atingiu seu auge de popularidade. Sem sofrer o mesmo tipo de distinção racial que limitava sua aceitação nos EUA, os grupos musicais britânicos rapidamente adotaram este estilo de música, e grupos como os Rolling Stones e The Animals levaram o rhythm'n'blues a grandes platéias.
O termo caiu em desuso nos anos 60, e foi substituído por soul e Motown, porém ressurgiu nos últimos anos para designar a música negra norte-americana abrangendo o pop, fortemente influenciado pelo hip hop, pelo funk, e pelo soul. Neste contexto, só a abreviatura R&B é usada, e não a expressão toda.

Alicia Keys


Alicia Augello Cook nasceu em Manhattan, EUA, em 1981. Aprendeu a tocar piano com 7 anos e aos 14 já compunha suas canções. Em 1997, gravou "Dah Dee Dah (Sexy Thing)", sua primeira música, integrando a trilha sonora do filme “MIB - Homens de Preto”.

Com 20 anos apenas, lançou o primeiro disco, “
Songs in A Minor”, cujo título faz referência à música clássica, uma das influências da cantora. Das 15 faixas, 4 foram lançadas como singles: “Fallin'”, “A Woman's Worth”, “How Come You Dont Call Me” e “Girlfriend”. O álbum estreou no topo da  lista dos mais vendidos, batendo a vendagem de mais de 235 mil cópias na primeira semana.

Dois anos se passam e Alicia Keys grava o segundo álbum: “
The Diary of Alicia Keys”. Foi o disco de maior vendagem da cantora, atingindo mais de 600 mil cópias no primeiro mês e recebendo o prêmio de Melhor Álbum de R&B no Grammy 2005. O álbum fez um enorme sucesso com as músicas “You Dont Know My Name” (Melhor Canção de R&B) e “If I Aint Got You” (Melhor Performance Vocálica Feminina de R&B).

Em 2005, gravou o “
Unplugged (Acústico MTV)”, reunindo alguns de seus sucessos e recebendo indicação para 4 categorias do Grammy. Após dois anos, chega às lojas o mais novo trabalho da cantora, “As I Am”. O primeiro single foi “No One”, ficando durante onze semanas seguidas entre as três melhores na parada americana. O segundo, “Like You'll Never See Me Again”, conquistou o primeiro lugar no top de R&B.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Hip Hop


O hip hop (também referido como hip-hop) é uma cultura artística que iniciou-se durante a década de 1970 nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque.Afrika Bambaataa, reconhecido como o criador oficial do movimento, estabeleceu quatro pilares essenciais na cultura hip hop: o rap, o DJing, a breakdance e a escrita do grafite.Outros elementos incluem a moda hip hop e as gírias.
Desde quando emergiu primeiramente no South Bronx, a cultura hip hop se espalhou por todo o mundo. No momento em que o hip hop surgiu, a base concentrava-se nos disc jockeys que criavam batidas rítmicas para pausas "loop" (pequenos trechos de música com ênfase em repetições) em dois turntables, que atualmente é referido como sampling. Posteriormente, foi acompanhada pelo rap, identificado como um estilo musical de ritmo e poesia, com uma técnica vocal diferente para utilizar dos efeitos dos DJs. Junto com isto surgiram formas diferentes de danças improvisadas, como a breakdance, o popping e o locking.
A relação entre o grafite e a cultura hip hop surgiu quando novas formas de pintura foram sendo realizadas em áreas onde a prática dos outros três pilares do hip hop eram frequentes, com uma forte sobreposição entre escritores de grafite e de quem praticava os outros elementos.

Racionais MC's


Racionais MC's é um grupo brasileiro de rap e hip hop alternativo, cuja ideologia é divulgar a desigualdade social e racial no Brasil. As letras de suas músicas falam sobre a realidade das periferias urbanas brasileiras, discutindo sobre o crime, pobreza, preconceito social e racial, drogas e consciência política. Formado por Mano Brown (Pedro Paulo Soares Pereira), Ice Blue (Paulo Eduardo Salvador), Edy Rock (Edivaldo Pereira Alves),KL Jay (Kleber Geraldo Lelis Simões), o grupo teve início em 1988, na cidade de São Paulo.
Usando a linguagem da periferia, com expressões típicas das comunidades pobres com o objetivo de comunicar-se de forma mais eficaz com o público jovem de baixa renda, as letras do grupo fazem um discurso contra a opressão à população marginalizada na periferia e procuram passar uma postura contra a submissão e a miséria. Apesar de atuar essencialmente na periferia paulistana, de não fazer uso de grandes mídias e se recusar a participar de grandes festivais pelo Brasil, o grupo vendeu durante a carreira cerca de 1 milhão de cópias de seus álbuns.

Reggae


Reggae é um gênero musical desenvolvido originalmente na Jamaica do fim da década de 1960. Embora por vezes seja usado num sentido mais amplo para se referir à maior parte dos tipos de música jamaicana, o termo reggae indica mais especificamente um tipo particular de música que se originou do desenvolvimento do ska e do rocksteady.
O reggae se baseia num estilo rítmico caracterizado pela acentuação no tempo fraco, conhecido como skank. O estilo normalmente é mais lento que o ska porém mais rápido que o rocksteady, e seus compassos normalmente são acentuados na segunda e na quarta batida, com a guitarra base servindo ou para enfatizar a terceira batida, ou para segurar o acorde da segunda até que o quarto seja tocado. É principalmente essa "terceira batida", sua velocidade e o uso de linhas de baixo complexas que diferencia o reggae do rocksteady, embora estilos posteriores tenham incorporado estas inovações de maneira independente.
Embora tenha sido influenciado fortemente pela música tradicional africana e caribenha, assim como pelo rhythm and blues americano, o reggae traça sua origem direta ao desenvolvimento progressivo do ska e do rocksteady na Jamaica da década de 1960.
O ska surgiu pela primeira vez nos estúdios da Jamaica entre os anos de 1959 e 1961, desenvolvendo-se a partir de um gênero anterior, o mento.O ska caracteriza-se por uma linha de walking bass, ritmos acentuados da guitarra ou do piano no tempo fraco, e, por vezes, riff  jazzísticos nos metais. Além de sua imensa popularidade entre os adeptos da moda rude boy, no país, o estilo conquistou muitos adeptos entre os mods, na Grã-Bretanha, a partir de 1964. De acordo com Barrow, os rude boys começaram a tocar deliberadamente os seus discos de ska à meia velocidade, preferindo danças mais lentamente como parte de sua imagem de durões. 
Em meados da década diversos músicos já haviam começado a tocar o ska num andamento mais lento, enfatizando a linha de baixo e os tempos fracos. O som mais lento foi chamado de rocksteady, o nome de um single de Alton Ellis. Esta fase da música jamaicana durou apenas até 1968, quando os músicos começaram a deixar ainda mais lento os andamentos das músicas, e acrescentaram a elas ainda mais efeitos; isto levou à criação do reggae.

Bob Marley


Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley (Nine Mile, 6 de fevereiro de 1945 — Miami, 11 de maio de 1981) foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de "Charles Wesley dos rastafáris" pela maneira com que divulgava a religião através de suas músicas.
Bob foi casado com Rita Marley, uma das I Threes, que passaram a cantar com os Wailers depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), os renomados Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outro de seus filhos, Damian Marley (vulgo Jr. Gong) também seguiu carreira musical.
Bob Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945 em Saint Ann, no interior da Jamaica, filho de Norval Sinclair Marley, um militar branco, capitão do exército inglês e Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. Cedella e Norval estavam de casamento marcado para 9 de julho de 1944. No dia seguinte ao seu casamento, Norval abandonou-a, porém continuou dando apoio financeiro para sua mulher e filho. Raramente os via, pois estava constantemente viajando. Após a morte de Norval em 1955, Marley e sua mãe se mudaram para Trenchtown, uma favela de Kingston, onde o garoto era provocado pelos negros locais por ser mulato e ter baixa estatura (1,63 m). Bob teve uma juventude muito difícil, e isso o ajudou a ter personalidade e um ponto de vista bastante crítico sobre os problemas sociais.
Marley começou suas experimentações musicais com o ska e passou aos poucos para o reggae enquanto o estilo se desenvolvia. Marley é talvez mais conhecido pelo seu trabalho com o grupo de reggae The Wailers, que incluía outros dois célebres músicos, Bunny Wailer e Peter Tosh. Livingstone e Tosh posteriormente deixariam o grupo para iniciarem uma bem-sucedida carreira solo.
A maioria do trabalho inicial de Marley foi produzida por Coxsone Dodd no Studio One. O relacionamento dos dois se deterioraria mais tarde devido a pressões financeiras, e no começo da década de 1970 ele produziu o que é considerado por muitos o seu melhor trabalho, então pelas mãos de Lee "Scratch" Perry. A dupla também se separaria, desta vez por problemas com direitos autorais. Eles trabalhariam juntos novamente em Londres, e permaneceriam amigos até a morte de Marley.
O trabalho de Bob Marley foi amplamente responsável pela aceitação cultural da música reggae fora da Jamaica. Ele assinou com o selo Island Records, de Chris Blackwell, em 1971, na época uma gravadora bem influente e inovadora. Foi ali, com No Woman, No Cry em 1975, que ele ganhou fama internacional.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pop

 
Pop é um gênero musical que não apresenta um ritmo específico, mas um sistema de valores que envolve espetáculo no palco, moda visual e empatia entre o público juvenil. É um tipo de música que alcança um alto número de vendas ou execuções. A música pop tem como marca a apreciação por parte de todo tipo de público. Os artistas que se dedicam a compor canções no estilo pop têm como principal objetivo a sua audiência e o seu sucesso comercial, muitas vezes cantando em diversos gêneros musicais. Surgiu nos Estados Unidos na década de 50. O estilo musical é marcado pela conservação da estrutura formal da música: “verso – estribilho – verso”, executada de modo sensível e melódico, normalmente assimilado por um grande público. Ainda são características dos cantores Pop o hábito de fazer cenários de shows extravagantes, muita dança e inúmeros outros artíficios. 
 A história do Pop se inicia um pouco antes, na década de 30, pois foi nesse período que surgiram estilos que influenciariam mais tarde o desenvolvimento do gênero, como o Blues e o Country. De fato, os cantores mais famosos da década de 50 foram Bing Crosby, Frank Sinatra, Dean Martin e indiretamente, Elvis Presley.
  Nos dias de hoje, percebe-se uma tendência das cantoras “princesas do Pop” como Britney Spears e Christina Aguilera, que até então tinham uma temática mais romântica, a seguir o mesmo estilo de Madonna, com músicas de temática sensual.
Surge também novas estrelas como Avril Lavigne, Hilary Duff e Lindsay Lohan. Não podemos esquecer de ressaltar o fenômeno “college Pop” (grupo de cantores vestidos de estudantes adolescentes) que desencadeou o fenômen.

Beyoncé


Beyoncé Giselle Knowles, mais conhecida simplesmente como Beyoncé, é uma cantora pop, dançarina, compositora, arranjadora vocal, produtora e atriz americana nascida e criada em Houston, no Texas. É hoje uma das cantoras mais respeitadas e relevantes do cenário musical mundial. Filha de Mathew Knowles e Tina Knowles, produtor musical e estilista, respectivamente; Beyoncé teve contato com música e dança desde cedo. Na St. Mary’s Elementary School, a cantora teve aulas de balé, dança e jazz. Foi durante uma aula de dança que foi descoberto seu talento para o canto. O professor começou a cantar uma música e Beyoncé o acompanhou. Qual foi a surpresa do tutor ao ver que a menina acertava todas as notas altas! Passou dois anos cantando como solista no coral da igreja. Deixou o posto para cuidar da carreira de cantora. Beyoncé tinha nove anos na época. A partir de então, Beyoncé, apesar de sua timidez, passou a participar de vários shows de talentos da escola, chegando a ser premiada por uma versão da canção “Imagine”, de John Lennon. Cantora desde a infância, Beyoncé se tornou conhecida no ano de 1997, como vocalista do grupo feminino de R&B Destiny's Child, que mundialmente já vendeu mais de 50 milhões de discos.
Em 2003, ela lançou seu álbum de estreia em carreira solo, Dangerously in Love. O álbum teve um bom desempenho comercial e os singles "Crazy in Love" e "Baby Boy" foram os únicos a alcançar o primeiro lugar na Billboard Hot 100. No ano seguinte ela foi premiada com cinco Grammy Awards. Em 2006, ela lançou seu segundo álbum de estúdio, B'Day, dando continuidade a sua carreira solo depois da separação do grupo Destiny's Child em 2005. B'Day se tornou seu segundo álbum consecutivo em primeiro lugar na Billboard 200. O single "Irreplaceable", de seu segundo álbum, foi o que mais se destacou por permanecer por dez semanas consecutivas em primeiro lugar na Billboard Hot 100.
Seu terceiro álbum solo, I Am... Sasha Fierce, foi lançado em Novembro de 2008. Ele também teve um desempenho comercial muito favorável, sendo certificado pela ABPD como disco de diamante. A música "Single Ladies (Put a Ring on It)" foi uma das músicas do seu terceiro álbum que mais se destacou, se tornando o seu quinto single em primeiro lugar na Billboard Hot 100. No Grammy Awards de 2010, Beyoncé se tornou a artista feminina que mais foi premiada em apenas uma edição da premiação, por vencer seis das dez categorias em que estava concorrendo. Atualmente Beyoncé já ganhou ao longo de sua carreira 16 Grammys (13 em carreira solo e 3 com o grupo Destiny's Child). Ela é um dos artistas que mais ganhou esse prêmio.

Funk


Funk é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo e Melvin Parker. O funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo sincopado, pela densa linha de baixo, pelo ritmo das guitarras, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante, e a forte influência do jazz (como exemplos, as músicas de Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris e outros).
Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Posteriormente passaram a denominar assim aquelas com um ritmo mais intenso, agitado, por causa da associação da palavra "funk" com as relações sexuais (a palavra funk também era relacionada ao odor do corpo durante as relações sexuais). Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e principalmente dançante. Funky era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a "apimentar" mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it!" (algo como "coloque mais 'funk' nisso!"). Num jazz de Mezz Mezzrow dos anos 30, Funky Butt, a palavra já aparecia. Devido à conotação sexual original, a palavra funk era normalmente considerada indecente. Até o fim dos anos 50 e início dos 60, quando "funk" e "funky" eram cada vez mais usadas no contexto da soul music, as palavras ainda eram consideradas indelicadas e inapropriadas para uso em conversas educadas. A essência da expressão musical negra norte-americana tem suas raízes nos spirituals, nas canções de trabalho, nos gritos de louvor, no gospel e no blues. Na música mais contemporânea, o gospel, o blues e suas variantes tendem a fundir-se. O funk se torna assim um amálgama do soul, do jazz e do R&B.

James Brown


Somente com as inovações de James Brown em meados dos anos 60 é que o funk passou a ser considerado um gênero distinto. Na tradição do R&B, estas bandas bem ensaiadas criaram um estilo instantaneamente reconhecível, repletos de vocais e côros de acompanhamento cativantes. Brown mudou a ênfase rítmica 2:4 do soul tradicional para uma ênfase 1:3, anteriormente associada com a música dos brancos - porém com uma forte presença da seção de metais.Com isto, a batida 1:3 virou marca registrada do funk 'tradicional'. A gravação de Brown feita em 1965, de seu sucesso "Papa's Got a Brand New Bag" normalmente é considerada como a que lançou o gênero funk, porém a música Outta Sight, lançada um ano antes, foi claramente um modelo rítmico para "Papa's Got a Brand New Bag." James Brown e os outros têm creditado a criação do gênero a Little Richard que em turnê com sua banda The Upsetters, com Earl Palmer na bateria, em meados de 1950, como sendo a primeira a colocar o funk na batida do rock 'n' roll. Após a sua saída temporária da música secular para se tornar um evangelista, alguns dos membros da banda Little Richard, se juntaram a Brown e à sua banda Famous Flames, começando uma seqüência de sucessos em a partir de 1958.

Samba


O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente. As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país. O primeiro samba gravado no Brasil foi  Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida  e Donga .
Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva  e Heitor dos Prazeres . Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.  Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas.

Cartola

Em meados da década de 20, surgiu em meio aos barracos do morro da Mangueira, um nome que marcaria definitivamente a história do samba no Brasil: Angenor de Oliveira, o Cartola. Dali para frente, seu talento não encontraria barreira intransponível. Ele seria sua arma para vencer o preconceito, a pobreza e a falta de estudos. O talento fora-de-série do compositor encontra respaldo em diversos fatores de sua vida. A começar pela sua criação. Ao contrário do que se costuma divulgar, Cartola nasceu em uma família de classe média-alta. Seu avô era cozinheiro pessoal do presidente Nilo Peçanha, o que dava à família um bom padrão de vida. Apenas aos onze anos, após a morte do avô, os pais do compositor empobreceriam e se veriam obrigados a mudar para a Mangueira. A mudança para a Mangueira, no entanto, traçaria definitivamente o destino do garoto. Foi ali que Cartola conheceu o samba, fonte em que beberia pelo resto da sua vida. A convivência com outros sambistas, inclusive, seria importantíssima na definição do seu estilo pessoal. “Na Mangueira ele conheceu o Carlos Cachaça e outros sambistas. Ali ele aprende violão e é chamado pelo samba”. “Aquele meio acendeu nele um nível de interesse tal para compor que, de certa forma, processou o talento que ele tinha”.Autodidata, Cartola tinha no sangue a herança do samba. Compunha naturalmente, como o amigo Noel Rosa, de quem aprendeu o gosto pela poesia brasileira. “Ele era autodidata, nunca fez aula de música. Não sabia nada de teoria musical”, lembra Arthur de Oliveira.
O gosto pela leitura, aliado ao fenomenal talento, fez com que o auxiliar de pedreiro criasse versos extremamente sofisticados. É impossível passar alheio a frases como “Queixo-me às rosas/ Mas que bobagem as rosas não falam / Simplesmente as rosas exalam / O perfume que roubam de ti”. Ele era um compositor completo. Tão bom letrista quanto melodista. E era muito bom compondo com parceiros e ainda melhor quando não tinha parceiro nenhum. O carnaval, festa maior do samba, também não poderia deixar de se beneficiar com as criações de Cartola. Fundador da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba mais tradicional do Rio de Janeiro, o compositor foi o responsável pelos primeiros sambas-enredos da agremiação, além de ser um dos seus símbolos. “Cartola é fundamental na história da Mangueira. Foi um dos fundadores, junto com outros parceiros. Diferente das escolas de hoje, ele, sendo sambista, era um dos dirigentes. Então, tinha propriedade ao fazer com que a escola fosse toda desenvolvida em cima do samba. Ao final de sua vida, Cartola contabilizou centenas de músicas gravadas nas mais diversas vozes. A grandeza do Cartola é que possuía tal sofisticação que conseguiu romper as barreiras sociais e entrar na classe média.

Rock


Rock é um termo abrangente que define o gênero musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes se encontram no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinqüenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o gospel, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".
No final dos década de 1960 e início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgêneros. Quando foi misturado com a folk music ou com o blues ou com o jazz, nasceram o folk rock, o blues-rock e o jazz-rock respectivamente.
O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, dabateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, desde a década de 1970, sintetizadores digitais. Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e agaita (estilo blues) são por vezes utilizados como instrumentos solo. Em sua "forma pura", o rock "tem três acordes, um forte e insistente contratempo e uma melodiacativante".

Jimi Hendrix

Jimi Hendrix foi um guitarrista, cantor e compositor norte-americano. Frequentemente é citado por críticos e outros músicos como o maior guitarrista da história do rock, e um dos mais importantes e influentes músicos de sua era, em diferentes diversos gêneros musicais. Tudo começou aos 16 anos quando ele tocava violão, participando de um grupo chamado Velvetones. Aos 17 ganhou do pai uma guitarra elétrica e entrou para o grupo Rocking Kings que mais tarde mudaria de nome para Thomas & The Tomcats. Jimi resolveu abandonar a escola e entrar para um batalhão de paraquedismo do exército, de onde foi logo desligado em virtude de uma fratura no joelho. Sem a escola e não podendo mais seguir carreira no exército decidiu se dedicar exclusivamente à música, tocando em bares e clubes com o amigo Billy Cox em uma banda chamada King Kasuals. Em 1963 Mudaram-se para New York, onde atuou também como música. Jimi chamou a atenção de Little Richard, grande astro e pioneiro do rock and roll dos anos 50. Apesar da excelente recepção por parte do público e da boa química surgida entre o vocalista e guitarrista, o ego imenso de Little Richard não permitiria que um guitarrista talentoso ofuscasse a sua presença no palco. Com a desculpa de que Hendrix havia perdido o ônibus da banda após um show em Nova York Little Richard o demitiu, felizmente não antes que alguns dos shows houvessem sido devidamente registrados.
Devido à excelente repercussão de suas performances com Little Richard Jimi consegue um contrato de dois anos com a gravadora Columbia. Rapidamente deixa de ser figurante e monta sua própria banda, Jimmy James and The Blue Flames. O jovem guitarrista canhoto chama a atenção não apenas pelos solos imprevisíveis e de estilo inédito até a época, mas também pela extrema habilidade em tocar a guitarra com os dentes ou nas costas
.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Olodum - O Berimbau

Nina Simone - Ain't Got No...I've Got Life

Gilberto Gil - Expresso 2222

Billie Holiday - May Man

Blues


Blues é uma forma musical vocal e/ou instrumental que se fundamenta no uso de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos, evitando notas da escala maior, utilizando sempre uma estrutura repetitiva O blues tem exercido grande influência na música popular ocidental, definindo e influenciando o surgimento da maioria dos estilos musicais como o jazz, rhythm and blues, rock and roll e música country, além de ska-rocksteady, soul music.

O blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana. São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. . Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil.

Há várias versões sobre aquela que é a primeira composição típica de blues, assim como seu primeiro idealizador Porém o mais correto a afirmar é que o blues surgiu de uma forma mais ambiental e progressiva do que uma única canção. De fato, a instrumentalização das work songs (canções de trabalho) foi o marco inicial para o surgimento do blues como estilo de música No final dos anos 30 e inícios dos 40 surgiram as primeiras grandes bandas de blues, de Sonny Boy Williamson e Big Bill Broonzy.

Um dos momentos mais marcantes do blues foi a apresentação de Muddy Waters em Londres no início dos anos 50. E foi da fusão do blues, com essa nova vertente, o rock, que nasceria o gênero que marcaria em essência toda a nova geração de músicos que surgia no cenário mundial. Era o blues-rock. Bandas como Rolling Stones, Yardbirds.

Até meados dos anos 80 o blues quase inexistia como estilo musical. foi com o guitarrista texano Stevie Ray Vaughan, que o blues ganhou novas forças. Virtuoso e intenso ao tocar, Vaughan trouxe à tona um estilo até então adormecido, regravando clássicos e criando uma marca própria, Após a sua morte prematura em 1990, o blues nunca mais teve a mesma força e influênca que teve em tempos passados, e por isso seu nome é lembrado como um verdadeiro herói na história do blues.
Blues é também o nome do estilo de dança informal conhecido por “swing dancing”, baseado no contacto, sensualidade e improvisação.

Nina Simone


Nina Simone foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida. Seus pais eram pastores metodistas.
Nina foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava.
Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.
Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethania e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Morreu enquanto dormia em Carry-le-Rouet em 2003.

Axé Music

O Axé é um gênero musical surgido no estado da Bahia na década de 1980. No entanto, o termo Axé Music é utilizado erroneamente para designar todos os ritmos de raízes africanas ou o estilo de música de qualquer banda ou artista que provém da Bahia. A palavra "axé" é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva Com o impulso da mídia, o axé music rapidamente se espalhou pelo país todo.
Guitarras elétricas
As origens do axé estão na década de 1950, quando Dodô e Osmar começam a tocar o frevo pernambucano em rudimentares guitarras elétricas Com a cadência e as letras das canções de Bob Marley nos ouvidos, o Olodum criou um ritmo próprio que misturava Axé, Música Latina, Reggae e também Música Africana.
Em Português axé significa Folia, Bebidas, e dança africana.
O Axé tem como características: Ritmos Africanos, Ritmos do Triangulo Das Bermudas, e Ritmos das Ilhas Punchal.

Olodum


O Olodum é um bloco afro do carnaval da cidade do Salvador na Bahia. Foi fundado em 25 de abril de 1979. É uma Organização não Governamental (ONG) do movimento negro brasileiro. Defende e luta para assegurar os direitos civis e humanos das pessoas marginalizadas, na Bahia e no Brasil. Seus fundadores foram: Carlos Alberto Conceição do Nascimento – Presidente e Geraldo Miranda – Vice-Presidente
O Bando de Teatro Olodum é um grupo teatral que foi criado vinculado ao bloco-afro, formado por atores negros em 1990.
Com o passar dos anos, o Bando de Teatro Olodum se desvinculou do bloco-afro, e passou a residir no Teatro Vila Velha. O Bando está no Teatro Vila Velha até hoje e por ele passaram grandes nomes, como o ator Lázaro Ramos. Desenvolvem uma linguagem própria em um formato de Teatro Experimental Negro.
A Escola Olodum tem como missão o desenvolvimento da cidadania e preservação da cultura negra. Desenvolvido em 1984, pelo Olodum, composto de aulas gratuita de percussão de bloco afro, e dos cursos afro - brasileiros de curta duração.
A Escola Olodum tornou-se um espaço real de participação e expressão da comunidade negra. Estimulou o surgimento de iniciativas similares, como: Grupo Afro Reggae-(RJ) E em Salvador: Bagunçaco
Em 1996, o cantor pop Michael Jackson gravou junto ao Olodum a canção They Don't Care About Us. O clipe desta, filmado na Favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador, levou o Olodum à fama e reconhecimento mundial.

JAZZ


Vários especialistas escrevem e vendem milhares de livros tentando nos dizer o que é o jazz. Quase sempre, no início dessas obras, assumem uma traiçoeira imagem de humildade repetindo as palavras de Louis Armstrong: ‘se você precisa perguntar o que é jazz, então você nunca vai saber’. Mas, aos poucos, esses especialistas não se agüentam e começam a escrever uma série de bobagens. Uma delas, bastante comum nos manuais, é ridicularizar as opiniões dos próprios músicos de jazz sobre o que seja jazz – ora, se as pessoas que fazem jazz não sabem o que tocam, como um especialista teórico em jazz vai saber? Jo Jones, grande baterista e arremessador de pratos, dizia que jazz é ‘tocar o que se sente’. Para o sempre amistoso Miles Davis ‘jazz é uma palavra crioula que os brancos despejaram sobre os negros’. Depois da sessão de humildade e das citações, os teóricos partem para a construção de imensos sistemas axiomáticos, cuja finalidade é comprovar que o jazz pode ser traduzido em palavras, partituras e gráficos. A grande maioria desses sistemas não passa de um giro retórico, repleto de notas de rodapé, quase sempre financiados por alguma universidade (aquele local onde se aprende a não dizer nada em vários volumes). As falácias são quase sempre as mesmas: que o jazz nasceu em New Orleans; que nasceu por volta de 1900; que foi criado pela mistura de uma multiplicidade de estilos anteriores, entre eles as work songs, os field rollers, os spirituals, o blues e o ragtime; que é caracterizado por um ritmo complexo e ‘propulsivo’ de origem africana; que é caracterizado por conjuntos que tocam na base da improvisação coletiva, com solos virtuosos e liberdade melódica, quase sempre com referência à harmonia européia ligeira ou, dependendo da época, profundamente modificada.
Ou seja, não chegam a lugar algum. O que me parece realmente significativo no jazz é o elemento sociológico, elemento que raramente é tratado – melhor seria dizer enfrentado – pelos críticos: quantos dos amigos navegantes sabem qual o número de judeus mortos no holocausto nazista? Creio que um bom percentual de leitores responderá 6 ou por volta de 6 milhões. E não me venha com aquela estória de que faltou orégano que o assunto aqui é sério. O mundo todo chorou esse crime, Hollywood promoveu muito esse choro, todos fizeram alarde, seja por um sentimento de indignação sincero, seja por interesse diverso ou escuso. O que quase ninguém chorou, o que ninguém denunciou devidamente, é que o número total de escravos importados da África não é conhecido exatamente. O que se sabe é que 900 mil foram trazidos para a América no século XVI; aproximadamente 3 milhões no século XVII; mais 7 milhões no século XVIII e 4 milhões no século XIX. Para cada um desses escravos que chegavam vivos em seus cativeiros, cerca de 5 eram mortos durante as capturas ou em alto mar. Ou seja, o comércio de escravos significou a eliminação de 60 milhões de africanos. Bem mais que os 6 milhões de judeus. E esses dados são fruto de pesquisas sérias (veja, por exemplo: The Black Triangle, de Armet Francis ou The Black Holocauste For Beginners, de S. E. Anderson).
A questão crucial então, como sempre salientou Miles Davis, é dizer que o jazz é o fruto musical de uma imensa revolta de 15 milhões de escravos, de 15 milhões de pessoas negras lamentando sua dor. O jazz nasceu como um código musical que procurava unir um povo dizimado, humilhado, seviciado, explorado e, após a abolição, abandonado por seu donos. Um povo que, apesar de tudo, precisava dançar, sorrir, relaxar, amar, experimentar e criar.

Billie Holiday

 Billie Holiday (Filadélfia, 7 de Abril de 1915 — Nova Iorque, 17 de Julho de 1959), Lady Day para os fãs, é por muitos considerada a maior de todas as cantoras do jazz.
Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo.
Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.
Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico.
Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos Estados Unidos (anos 1930). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong.
Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinquenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe apelidou "Lady Day".
A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, o que se refletia em sua voz.
Pouco antes de sua morte por overdose de drogas, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, tendo Diana Ross no papel principal.

Música Popular Brasileira

A Música Popular Brasileira (mais conhecida como MPB) é um gênero musical brasileiro. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Na prática, a sigla MPB anunciou uma fusão de dois movimentos musicais até então divergentes, a Bossa Nova e o engajamento folclórico dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, os primeiros defendendo a sofisticação musical e os segundos, a fidelidade à música de raiz brasileira. Seus propósitos se misturaram e, com o golpe de 1964, os dois movimentos se tornaram uma frente ampla cultural contra o regime militar, adotando a sigla MPB na sua bandeira de luta.
Depois, a MPB passou abranger outras misturas de ritmos como a do rock e o samba, dando origem a um estilo conhecido como samba-rock, a do música pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros e no fim da década de 1990 a mistura da música latina influenciada pelo reggae e o samba, dando origem a um gênero conhecido como Samba reggae.
Apesar de abrangente, a MPB não deve ser confundida com Música do Brasil, em que esta abarca diversos gêneros da música nacional, entre os quais o baião, a bossa nova, o choro, o frevo, o samba-rock, o forró, o Swingue e a própria MPB.

Gilberto Gil


Junto com Caetano Veloso, o cantor e compositor Gilberto Gil liderou o movimento tropicalista da década de 60 e tomou-se um dos principais compositores da história da música popular brasileira. Gilberto Passos Gil Moreira nasceu em Salvador (BA), em 29 de junho de 1942 e passou a infância na cidade de Ituaçu, no interior do estado. Em 1960 ingressou na Universidade Federal da Bahia para cursar administração de empresas.

Sua primeira música, Felicidade vem depois, samba bossa nova inspirado no estilo de João Gilberto, foi composta em 1963. Nessa época, conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, com quem montou o musical Nós, por exemplo em junho de 1964.

Já radicado em São Paulo SP, lançou Procissão (1965), Roda (1965) e Louvação (1966), música que deu nome a seu primeiro disco. Em outubro de 1967 do III Festival da Música Popular Brasileira com as canções Bom dia, composta em parceria com Nana Caymmi e interpretada por ela, e Domingo no parque, interpretada por ele mesmo com participação dos Mutantes. Essa última canção, junto com Alegria, alegria (1967), de Caetano Veloso, inaugurou o tropicalismo na música popular brasileira. Em 1968, Gil e Caetano gravaram o famoso disco Tropicália. Perseguido pela ditadura militar, Gilberto Gil mudou-se para Londres em 1969 e, como despedida, compôs Aquele abraço.

De volta ao país em fevereiro de 1972, lançou o disco Expresso 2222. Quatro anos depois, gravou Doces bárbaros com Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. Entre suas músicas mais famosas estão Refazenda (1975), Realce (1979) e Super-homem, a canção (1979). Em 1988, Gil ingressou na política e foi eleito vereador de Salvador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ao final do mandato, desistiu de disputar nova eleição. Em 1993 lançou Tropicália 2, em parceria com Caetano Veloso.